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Braga Netto pede para que interrogatório não seja transmitido ao vivo: 'Alvo de escrutínio público' - PontoPoder

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/06/2025 às 23:19 · Atualizado há 3 dias
Braga Netto pede para que interrogatório não seja transmitido ao vivo: 'Alvo de escrutínio público' - PontoPoder
Foto: Reprodução / Arquivo

A defesa de Walter Braga Netto, vice na chapa do ex-presidente Jair Bolsonaro na eleição de 2022, entrou com uma petição nesta sexta-feira (6), solicitando a rejeição da transmissão de interrogatórios na TV Justiça

Os depoimentos de oito réus do chamado ‘Núcleo 1’ da trama golpista, começam na segunda-feira (9), com os interrogatórios sendo conduzidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que é relator do caso.

Legenda: Alexandre de Moraes irá conduzir todos os depoimentos a partir de segunda-feira (9)

Foto: Rosinei Coutinho / STF

A transmissão foi autorizada pelo ministro, mas no entendimento dos advogados, a transmissão gera superexposição e viola os direitos dos acusados. Os depoimentos serão realizados presencialmente na sala da Primeira Turma da Corte. 

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"Não é razoável que o ato mais importante de autodefesa seja realizado sob a mira de câmeras, sabendo-se que a inquirição não será objeto apenas dos autos, mas também será alvo de escrutínio público, em tempo real. Trata-se de negar absolutamente proteção à intimidade e privacidade", disse a defesa do general.

Braga Netto irá falar por videoconferência, e se encontra preso desde dezembro do ano passado, sob a acusação de obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado e tentar obter detalhes dos depoimentos de delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid. 

Além do ex-presidente Bolsonaro e Braga Netto, mais seis pessoas prestarão depoimento. Entre elas estão: 

  • O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator da trama golpista;
  • O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • O almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal; 
  • O general reformado do Exército Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • O general reformado do Exército Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa 

Todos os oito foram acusados pela Procuradoria Geral da República (PGR), pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado da União.

  • As penas podem chegar a 40 anos de reclusão

As oitivas irão ocorrer entre os dias 9 e 13 de junho, onde Alexandre de Moraes vai interrogar os integrantes do "núcleo crucial" da trama que visava impedir a posse do de Luiz Inácio Lula da Silva após o resultado das eleições de 2022.

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