#VoceViu

AMEAÇA NEGACIONISTA ESTÁ DE VOLTA

Depois do gigantesco sofrimento que o negacionismo do governo de Jair Bolsonaro impôs aos brasileiros em meio à pandemia de covid-19 — que resultou no tardança na compra de vacinas, campanha para desacreditar os imunizantes, resguardo de remédios ineficazes e militância contra as medidas de isolamento social –, os políticos anti-ciência voltam a brigar. A novidade vaga negacionista ocorre em Santa Catarina.

Contrariando o que diz a lei, o governador catarinense, Jorginho Mello (PL), um sabido bolsonarista, foi à rede social X (vetusto Twitter) na sexta (2) declarar que escolas do estado não vão recusar matrícula de alunos que não estejam vacinados.

“Cá, em Santa Catarina, a vacina não é obrigatória, Fica na consciência de cada catarinense a exercitar o seu recta de cidadão e resolver sobre isso. Revoguei, ano pretérito, um decreo que existia no governo anterior que obrigava os professores a se vacinar. Revoguei, dando autonomia e liberdade aos professores”, disse Mello.

O movimento parece estar coordenado, já que, antes, seis prefeitos do estado também adotaram o exposição negacionista.

O vereador do PSOL, Leonel Camasão, denunciou no X que a “vaga” negacionista começou com o prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (Podemos), que disse: “Nós estamos assinando um decreto para dar a opção aos pais de vacinar ou não seus filhos”.

Também segundo Camasão, a mesma falácia foi difundida pelos prefeitos Adriano Silva (Novo/Joinville), Fabrício Oliveira (PL/Balneário Camboriú), André Vechi (DC/Brusque), José Jair Franzner (MDB/Jaraguá do Sul) e Clésio Salvaro (PSD/Criciúma), que tomaram medidas semelhantes, deixando de exigir comprovante de vacinação para matrícula escolar.

O QUE DIZ A LEI

O Cláusula 132 do Código Penal diz que “expor a vida ou a saúde de outrem a transe direto e iminente” está suscetível a pena de prisão de até 1 ano. Aliás, o Cláusula 249 do Regimento da Petiz e do Juvenil prevê que descumprir, com ou sem intenção o poder de tutela ou guarda, também resulta em sanção de multa de três a vinte salários.

Camasão publicou que as medidas são sabidamente ilegais e têm objetivo puramente eleitoreiro – já que se aproxima o pleito municipal de 2024. No ano pretérito, o Ministério da Saúde tornou a vacinação contra Covid obrigatória para crianças.

A vacina também é requisito para ser beneficiário de programas federais porquê o Bolsa Família.

De entendimento com o vereador suplente, “o PSOL está judicializando essas medidas ilegais e potencialmente criminosas cometidas por diversas prefeituras e pelo governador Jorginho Mello”.

Ele afirmou que os chefes dos poderes municipais e estadual “brincam com a vida de crianças para tirar dividendos eleitorais do exposição negacionista”.

EX-MINISTRO TEMPORÃO

Ao ICL Notícias, o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão afirmou que, “além de postura irresponsável, (não vacinar crianças) trata-se de violação contra a saúde pública, a segurança e a vida de nossas crianças e adolescentes”.

AMEAÇA NEGACIONISTA ESTÁ DE VOLTA
Acompanhe as últimas notícias e acontecimentos relevantes de cidades do Brasil e do mundo. Fique por dentro dos principais assuntos no Portal Voz do Sertão, aqui você vai ficar conectado com as notícias.

Deixe seu Comentário

Veja Mais Relacionadas

Nossos Produtos