Nos últimos dias, a repressão do governo iraniano contra manifestantes que protestam contra o regime dos aiatolás gerou um aumento significativo de repúdio internacional, com diversas autoridades estrangeiras expressando apoio aos cidadãos iranianos.
Reações da União Europeia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou no sábado (10) que o bloco europeu "apoia integralmente" os manifestantes no Irã. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, criticou a resposta "desproporcional" das forças de segurança iranianas, ressaltando que qualquer violência contra manifestantes pacíficos é inaceitável. Em um post na rede social X, Kallas afirmou: "Numa tentativa de silenciar a contestação, o encerramento da internet acompanhado de repressão violenta revela um regime com medo do seu próprio povo".
Condenações de líderes mundiais
No mesmo dia, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, condenou a repressão e pediu à comunidade internacional que aumentasse a pressão sobre Teerã, fazendo um paralelo entre a repressão interna e as ações do país no cenário global. Líderes da França, Alemanha e Reino Unido também se manifestaram, condenando o assassinato de manifestantes e afirmando que as autoridades iranianas devem proteger a população e garantir liberdades de expressão e reunião pacífica.
Aumento da repressão e consequências sociais
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que a proteção da segurança é uma "linha vermelha" e prometeu proteger a propriedade pública, enquanto intensificava os esforços para conter os protestos. Nos últimos 13 dias, pelo menos 65 pessoas morreram e mais de 2.300 foram presas, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. As manifestações, que começaram em resposta à inflação crescente, rapidamente se tornaram políticas, com exigências pelo fim do regime islâmico. A situação econômica se agravou com o aumento dos preços de produtos básicos, levando a um descontentamento generalizado entre a população.
Destaques:
- A repressão do governo iraniano gerou condenações internacionais.
- Líderes europeus e ucranianos expressaram apoio aos manifestantes.
- Os protestos se intensificaram devido à crise econômica e à violência do regime.