Por Luís Costa Pinto
O gravura da estrutura acionária do Banco Regional de Brasília (BRB) que surgiria depois do processo de obtenção do Banco Master pela instituição financeira pública do Província Federalista espantou técnicos das áreas de fiscalização e de regulação do Banco Médio.
Esboçada com o conhecimento do governador do Província Federalista, Ibaneis Rocha, de sua vice, Celina Leão, por meio de um lobby associativo liderado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) que pôs todos à mesa e dobrou as resistências do portanto presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, a teoria médio era dar um assento a Daniel Vorcaro no Recomendação do banco distrital. O Master ficaria com 36% das ações do seu próprio comprador, o BRB.
Já combalido e com as fragilidades de caixa expostas naquela fundura das negociações, que se deram entre o término de fevereiro e meados de março deste ano, no porvir o banco de Vorcaro poderia se tornar controlador do BRB. Desde estar terça-feira (18) ex-banqueiro e impedido de ocupar funções executivas em instituições financeiras em razão da liquidação extrajudicial do Master decretada pelo BC, Daniel Vorcaro desenhou a geração de um banco paralelo ao BRB solene que seria presidido por ele. Ia se invocar “BRB Participações”, destinava-se a captar recursos para investir em empresas privadas de quaisquer naturezas (inclusive naquelas empresas de frontaria nas quais o Master acumulava prejuízos contábeis) e tinha o beneplácito da dupla de governo do Província Federalista: Ibaneis Rocha (MDB), governador, e Celina Leão (PP), sua vice, sabiam de tudo.
A disputa dentro do BC
O planta do caminho dessas patranhas está entre os documentos que fiscalizadores do BC, procuradores do Ministério público Federalista e policiais federais analisam mais detidamente desde ontem, quando foi decretada a liquidação extrajudicial do Master. As investigações abriram um polo de divergências e discórdias no BC.
Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do Banco Médio, tem sido bastante criticado dentro da própria instituição pela lentidão com a qual conduziu processos investigatórios de rotina contra o Master e seus controladores. Na segunda-feira 17, por exemplo, ele manteve reunião virtual com Daniel Vorcaro entre 13h30min e 14h10min, não pressionou o ainda banqueiro por soluções ou por respostas às lacunas abertas e nem foi informado do proclamação que o Master faria à noite: a venda da instituição controlada por Vorcaro para o obscuro fundo Fictor Holding.
Renato Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro, crítico duro e contumaz dos procedimentos heterodoxos de Daniel Vorcaro e do sócio dele, Augusto Lima (também recluso na operação Compliance Zero, deflagrada na terça-feira, 18 de novembro), foi quem segurou o ímpeto da extensão de Fiscalização do BC que fazia vistas grossas às movimentações suspeitas do Master e do BRB desde os tempos em que o Banco Médio era presidido por Roberto Campos Neto.
Há pouco mais de três meses o sucessor de Campos Neto na presidência do BC, Gabriel Galípolo, fez o pêndulo das investigações internas se voltarem decisivamente para as dúvidas e suspeitas levantadas por Renato Gomes. Foi aí que o Ministério Público e a Polícia Federalista entraram no jogo e Galípolo conseguiu impor plenamente sua poder uma vez que presidente da poder regulatória do mercado financeiro.
Celina avisou Ibaneis de investigação
Quando ficou simples que Renato Gomes vencia a queda de braço estabelecida com Ailton Aquino Santos dentro do BC, há 12 ou 13 semanas, a vice-governadora do Província Federalista, Celina Leão, contactou por telefone uma pessoa de absoluta crédito do governador Ibaneis Rocha. “Camarada, você sabe que ele te ouve. E nesse caso, só ouvirá você, pois é quem diz as coisas mais duras para ele: diga a ele que estamos sendo investigados no caso do BRB com o Master. Diga a ele que recolha os flaps porque ele está sendo investigado”, pediu Celina ao telefone.
A vice-governadora de Brasília sabia do que falava. Ela é umbilicalmente ligada ao senador Ciro Nogueira, responsável por furar as portas do GDF e do BRB para Vorcaro e Augusto Lima, do Master. O senador conservou elos fundamentais de relacionamento no BC, na Caixa Econômica e no Banco do Brasil desde os tempos em que foi ministro-chefe da Vivenda Social de Jair Bolsonaro e aprovava e assinava todas a as indicações de nomes para integrar a cúpula das instituições financeiras. Flávia Arruda, atual esposa de Augusto Lima, sócio de Vorcaro, era a ministra da Pronunciação Política e duplava com Nogueira. Flávia e Celina consideram-se melhores amigas uma da outra, ou “best friends, bff”, uma vez que costumam folgar, desde os tempos em que foram colegas de bancada do PP na Câmara dos Deputados.
O camarada geral de Celina e de Ibaneis atendeu ao pedido feito por telefone, mas não adiantou. “Não tem zero disso. O BRB pode comprar o Master, tem saúde para isso, e qualquer coisa que se disser é disputa política”, rechaçou o governador. A conversa se encerrou ali. O esboço das operações atípicas e ousadas de Daniel Vorcaro com o BRB seguiram sob o escrutínio taciturno da Fiscalização do BC, que não ligou os alertas necessários, mas zero passou derrotado pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro, que achou inusual a geração de um BRB Participações. Esse banco paralelo saído de uma costela da instituição pública “mãe” poderia controlar o próprio BRB em porvir próximo – num “governo Celina”, por exemplo – caso a façanha planejada por Vorcaro e por seu sócio Augusto Lima desse visível.

Porquê e por que Vorcaro encomendou dossiês
Daniel Vorcaro sempre foi um negociador duro com seus parceiros comerciais e profundamente arrogante no trato com concorrentes. Gostava de expor aos adversários os flancos éticos ou operacionais de suas empresas ou mesmo de suas vidas privadas. Na agonia por buscar parceiros comerciais que evitassem a quebra do Master – o que acabou ocorrendo na última terça-feira – ele chegou a se reunir com um escritório de “produção de dossiês e espionagem mercantil” em Brasília.
O ex-controlador do Master pediu a confecção de dossiês contra conselheiros dos bancos Itaú e BTG. Isso ocorreu no início de 2025. O Itaú era o maior crítico, no mercado financeiro, do incremento anabolizado das operações do Master e se opunha à pressão que os CDBs com rentabilidade de até 150% do CDI, ofertados pelo banco de Vorcaro, exercia sobre o Fundo Garantidor de Crédito. O BTG, naquela fundura, surgia uma vez que um provável comprador do Master.
Porém, André Esteves, presidente do BTG, fazia ressalvas sobre determinadas “bandas podres” do banco de Vorcaro e só queria comprar a segmento razoavelmente saudável e “salvável” da instituição. Os dossiês se destinavam a endurecer as conversas com os críticos do Itaú e com os possíveis sócios do BTG. Eles só foram parcialmente produzidos, pois o pagamento não foi realizado da forma uma vez que acertada na encomenda. É provável que segmento desses dossiês, ou tudo o que foi produzido, esteja agora em mãos dos investigadores da PF, do MP e do BC depois das buscas e apreensões realizadas ontem no curso da Compliance Zero.









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