De 10 de agosto a 1º de outubro, a Universidade de Fortaleza (Unifor) abre ao público a exposição Imagens Impressas: um Trajectória Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural, no Espaço Cultural Unifor, mantido pela Instauração Edson Queiroz. Com curadoria de Marcos Moraes, a mostra mapeia cinco séculos da produção gráfica europeia, com um totalidade de 148 das 451 imagens impressas que compõem oriente montão. São apresentadas, de forma didática, as diferentes técnicas de gravuras dos séculos XV a XIX. Imagens Impressas já passou pelas cidades de Santos e Curitiba. Posteriormente a temporada em Fortaleza, segue para o Rio de Janeiro.
O curador observa que a imagem impressa acompanha a humanidade desde os seus primórdios, e podemos remontar essa trajetória às primeiras mãos marcadas, por meio de pigmentos, nas paredes de grutas e cavernas. De consonância com ele, as primeiras imagens impressas são xilogravuras produzidas no século XV, e, a partir desse período, aprimoram-se as técnicas: são incorporadas inovações e é desenvolvida a linguagem gráfica. Por esse caminho, no século XIX a gravura chega à autonomia. Para abordar esse meio de geração é preciso, portanto, delimitar um escopo.
“Trata-se de um recorte representativo, pela inconstância de técnicas, temas e destinações das gravuras. Esta seleção nos permite pensar na linguagem gráfica e em outros caminhos de leitura e interesse ao longo desse fascinante empreendimento que foi a produção de imagens impressas”, afirma o curador. A mostra propõe, assim, um trajectória histórico pelas gravuras do Itaú Cultural, e se inscreve nas ações promovidas pelo instituto para prometer o entrada ao Montão de Obras de Arte do Itaú Unibanco, que hoje conta com mais de 15 milénio itens.
“A exposição é fruto de mais uma parceria entre a Universidade de Fortaleza, da Instauração Edson Queiroz, e o Itaú Cultural, instituições que têm em geral a convergência entre arte, cultura e ensino”, explica o vice-reitor de extensão da Unifor, professor Randal Pompeu. Para ele, a seleção de obras ali apresentada reúne gravuras de grande valimento para a história da arte mundial e dialoga com livros da Livraria de Acervos Especiais da Unifor, porquê, por exemplo, os que se referem ao arquiteto veneziano Piranesi.
Entre os destaques de Imagens Impressas estão obras do artista e caricaturista gálico Honoré-Victorien Daumier, porquê Quelle heurese rencontre! – Les Amis (ca.1840), Mais pis que (s.d.), C’est bien parce (s.d.), Um ami est – Les Amis (ca. 1840), J’offrirai à monsieur (s.d.). Dele, há também o original de uma charge publicada no jornal Le Charivari, um dos principais veículos franceses no período. Labareda a atenção, ainda, uma série de trabalhos de artistas mais conhecidos porquê pintores, porquê Edouard Manet, Eugène Delacroix, Francisco Goya, Henri de Toulouse-Lautrec e Rembrandt van Rijn. A gravura mais antiga em exibição na mostra é Cristo Carregando Cruz, feita em 1475 por Martin Schongauer, um dos primeiros gravuristas de que se tem notícia. Vale ressaltar as ilustrações realizadas por Gustave Doré, no século XIX, para o livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri.
Sobre Marcos Moraes
Doutor em Arquitetura e Urbanismo (2009), graduado em Recta (1979) e Artes Cênicas (1987), com especialização em Arte Instrução e Museu, todos pela Universidade de São Paulo (Usp). Atualmente é coordenador dos cursos de bacharelado e licenciatura em Artes Visuais, muito porquê dos Programas Internacionais de Residência Artística (Cité des Arts e Residência Artística FAAP), ambos da Instauração Armando Alvares Penteado (FAAP), onde também é docente (graduação e pós graduação) em História da Arte, Desenvolvimento de Projeto Integrado e é responsável pelos Seminários de Investigação Contemporânea, além de curador do Programa de exposição dos bacharelados em artes visuais, e das salas especiais com artistas convidados da Anual de Arte FAAP. Integra o Juízo de Compra do MAB FAAP e o Juízo Consultivo do MAM de São Paulo.
Sobre a Unifor (Instauração Edson Queiroz)
Uma vez que poucas instituições no Brasil fora do eixo Rio-São Paulo, a Instauração Edson Queiroz construiu um extenso montão de arte brasileira, sobretudo do século 20, com obras de artistas do porte de Lygia Clark, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, entre outros. A pronunciação entre a ensino superior e as artes faz segmento da núcleo da Instauração Edson Queiroz, mantenedora da Universidade de Fortaleza (Unifor). Neste espaço, a comunidade acadêmica convive em simetria com as artes visuais, o teatro, a música e a dança, por meio da realização de exposições no Espaço Cultural Unifor, de espetáculos no Teatro Celina Queiroz e do escora permanente a seus grupos de arte – Big Band, Camerata, Cia. de Dança, Coral, Grupo Mirone de Teatro, Orquestra Infantil de Sanfonas, Grupo Infantil de Flautas, Grupo Infantil de Violinos e Grupo Infantil de Piano. A Instauração mantém ainda a Livraria de Acervos Especiais, composta por livros raros adquiridos da coleção de Francisco Matarazzo Sobrinho, ensejo à visitação pública sob agendamento.
Coleção Itaú: montão para todos os brasileiros
O Itaú conta com uma das maiores coleções corporativas de arte do mundo. Com mais de 15 milénio peças, é constituída com recursos próprios, sem uso da Lei Rouanet. Para prometer o entrada do público, o Itaú Cultural realiza vestígios gratuitas em sua sede e pelo país e exterior. Já realizou mais de 60 exposições vistas por mais de 1,7 milhão de pessoas de mais vinte cidades do Brasil e em seis países, porquê Argentina e França. Segmento da coleção está asilo no Espaço Olavo Setúbal, no instituto, em exposição permanente da Coleção Brasiliana, que reúne preciosidades das artes brasileiras desde o descobrimento.
Serviço
Imagens Impressas: um Trajectória Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural
Curadoria: Marcos Moraes
Franqueza: 10 de agosto, às 19h
Visitação: 11 de agosto a 1 de outubro de 2017
Terça a sexta, das 9h às 19h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Ingresso gratuita
Lugar: Espaço Cultural Unifor – Av. Washington Soares, 1321, Edson Queiroz. Fortaleza, CE
Mais informações: (85) 3477.3319 | espacocultural@unifor.br








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