Curiosidades

“Adolescência” pode ir até os 32 anos, indica estudo que descreve cinco fases do cérebro

  (Britt Erlanson/Getty Images)

Um novo estudo orientado por pesquisadores da Universidade de Cambridge indica que o cérebro não se desenvolve de maneira contínua. A peroração é baseada em exames de 3.802 pessoas do promanação aos 90 anos. 

Segundo a estudo, publicada na Nature Communications, a estrutura das conexões neurais muda de direção em determinados períodos, o que sugere a existência de cinco fases distintas ao longo da vida. Cada uma delas começa depois de uma modificação clara na forma porquê as regiões cerebrais passam a se expedir entre si.

Essas transições aparecem porque, em algumas idades, o padrão das ligações que sustentam a troca de informação entre diferentes áreas muda de formato. É porquê se o cérebro reorganizasse seu “planta interno” e adotasse outro conserto de funcionamento.

Para detectar essas mudanças, os pesquisadores usaram exames de sonância magnética de espalhamento – um tipo de imagem que mostra por onde a chuva circula no tecido cerebral. Quando moléculas de chuva se movem por certos caminhos, elas revelam o ilustração das fibras que conectam uma região à outra, a chamada substância branca. Com isso, é verosímil observar porquê essas conexões estão organizadas.

Depois, a equipe aplicou ferramentas que descrevem o comportamento das redes cerebrais. A lógica é: quando regiões distantes se comunicam com facilidade, o cérebro está mais integrado; quando grupos de áreas trabalham mais dentro de seus próprios limites, ele está mais segmentado; e quando algumas regiões assumem um papel mediano, é porque concentram boa secção do fluxo de informação. 

Para visualizar porquê essas características mudam ao longo da vida, os cientistas recorreram a uma técnica de representação gráfica chamada UMAP, que facilita enxergar quando essas curvas mudam de direção. Foi logo que as cinco épocas sugeridas pelo estudo ficaram evidentes.

“Sabemos que a estrutura do cérebro é crucial para o nosso desenvolvimento, mas não temos uma visão completa de porquê ela muda ao longo da vida e por quê”, disse Alexa Mousley, autora principal, em transmitido. “Oriente é o primeiro trabalho a identificar as principais fases da formação das conexões cerebrais ao longo da vida humana.”

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As fases

A primeira período vai do promanação até tapume de nove anos e é marcada por uma reorganização intensa. O cérebro infantil passa por uma “poda sináptica”: elimina ligações pouco utilizadas e fortalece as que fazem mais sentido. Do ponto de vista das redes, isso reduz a integração global e fortalece o processamento lugar. 

Na prática, habilidades básicas porquê reconhecer rostos, interpretar sons da fala ou coordenar movimentos ficam mais rápidas e precisas, porque regiões vizinhas passam a trabalhar de forma mais ajustada. Já processos mais complexos, que exigem coordenação entre áreas distantes, porquê planejamento ou leitura de intenções sociais, ainda estão em formação.

Segundo Mousley, esse período coincide com mudanças cognitivas intensas e com maior risco de problemas de saúde mental no início da pré-adolescência.

A partir dos nove anos, o cérebro entra na segunda idade, que se estende até aproximadamente os 32. É um pausa muito mais longo do que costumamos associar à puberdade. 

Nesse período, ocorre um proveito progressivo de eficiência das redes: a informação entre regiões distantes fica mais rápida, e a arquitetura universal das conexões se torna mais organizada. Isso aparece no cotidiano porquê maior velocidade de raciocínio, progresso em habilidades abstratas e maior segurança da memória de longo prazo.

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É uma período em que o cérebro funciona de forma principalmente coordenada: regiões distantes se comunicam com prontidão, enquanto áreas próximas continuam se especializando.

“A puberdade é a única período em que essa eficiência está aumentando”, disse Mousley em transmitido. Isso não significa que pessoas de 30 anos ajam porquê adolescentes, mas que o padrão de reorganização neural ainda segue a mesma lógica – só que em maturação.

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As mudanças atingem um ponto de viradela decisivo aos 32 anos. Nesse momento, várias curvas da organização neural mudam de direção. Segundo o estudo, essa viradela coincide com dados que mostram o auge da capacidade do cérebro de transmitir informações de maneira rápida e organizada, seguido por um período de estabilização e, depois, de declínio gradual.

É também quando muitas pessoas relatam sensação de maior perspicuidade cognitiva e segurança emocional, com desempenho consistente em tarefas que exigem concentração prolongada.

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Depois dos 32 anos, o cérebro entra na terceira idade, que vai até os 66. É o período mais firme, com mudanças mais lentas. A integração diminui aos poucos, a segregação aumenta, e o papel das regiões mais conectadas permanece relativamente uniforme. 

Na vida prática, isso aparece porquê maior consistência em habilidades baseadas em experiência, porquê vocabulário, conhecimento universal e tomada de decisões. Em contrapartida, tarefas que exigem resposta imediata – porquê intercalar rapidamente entre atividades ou processar informações novas – podem permanecer um pouco mais lentas, embora isso muitas vezes seja imperceptível no cotidiano. Essa período coincide com estudos que descrevem um “platô” da lucidez e da personalidade.

O ponto de viradela seguinte, aos 66 anos, não apresenta uma ruptura tão brusca quanto as anteriores. Ele marca uma mudança de cenário: a particularidade das redes mais associada ao envelhecimento passa a ser a modularidade – ou seja, o quanto os grupos de regiões funcionam de maneira mais separada. 

Essa transição acompanha o início do desgaste proveniente da substância branca, o que significa que conexões de longa intervalo ficam um pouco menos eficientes. Isso ajuda a explicar por que pessoas nessa fita etária se saem melhor em tarefas que dependem de conhecimento amontoado, enquanto podem sentir mais esforço ao aprender coisas completamente novas ou intercalar rapidamente entre atividades.

A última grande viradela ocorre por volta dos 83 anos. A partir daí, o cérebro passa a depender mais de alguns poucos núcleos que ainda mantêm boa informação interna, em vez de se concordar em redes amplas distribuídas pelo órgão. Isso torna o desempenho mais desigual: habilidades sustentadas por circuitos antigos, muito consolidados, permanecem fortes, enquanto funções que exigem redes maiores – porquê formar memórias recentes – ficam mais vulneráveis.

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É por isso que lembranças de décadas detrás muitas vezes permanecem vívidas, enquanto registrar informações novas se torna mais difícil.

Os autores observam que a modelo com mais de 83 anos é menor, o que limita a precisão estatística, mas o padrão universal indica que essa período final varia bastante de pessoa para pessoa.

Para um dos responsáveis pelo estudo, Duncan Astle, essas transições ajudam a explicar por que tantas condições – das dificuldades de aprendizagem aos quadros de saúde mental e às doenças neurodegenerativas – surgem em momentos específicos da vida. 

“Compreender que a jornada estrutural do cérebro não é uma progressão uniforme, mas sim uma sequência de pontos de viradela, nos ajudará a identificar quando e porquê sua estrutura se torna mais vulnerável”, afirmou em nota.

A pesquisa também mostra que a trajetória do cérebro adulto e idoso é menos linear do que se imaginava. Embora o prostração das conexões longas seja esperado com o passar das décadas, outras características – porquê a forma porquê o cérebro se organiza em módulos ou a relevância relativa de certas regiões – ganham ou perdem peso de maneiras distintas ao longo dos 60, 70 e 80 anos.

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“Essas eras fornecem um contexto importante para entendermos no que nossos cérebros podem ser mais eficazes ou mais vulneráveis ​​em diferentes fases da vida. Isso pode nos ajudar a compreender por que alguns cérebros se desenvolvem de maneira dissemelhante em momentos-chave da vida, sejam dificuldades de aprendizagem na puerícia ou demência na terceira idade”, concluiu Mousley.

“Adolescência” pode ir até os 32 anos, indica estudo que descreve cinco fases do cérebro
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