Que atire a primeira pedra quem nunca se questionou, quando párvulo, sobre a utilidade do ósculo na boca. A troca de seiva costuma ser considerada um tanto nojenta pelas crianças, até virar uma preocupação na juvenilidade e uma segmento da vida dos adultos.
Sua origem, entretanto, é misteriosa: será um ato meramente cultural? Ou pode ser um pouco inato, entranhado em nossa genética?
A verdade é que nem todas as culturas contemporâneas têm beijos: uma pesquisa analisou beijos (nesse caso, definido uma vez que o contato deliberado e prolongado com os lábios) em 168 culturas ao volta do mundo. Os resultados apontam que o hábito foi observado em 70% das culturas da Europa, 54% da América do Setentrião, 12% da América do Sul (lembre-se que boa segmento das culturas americanas são indígenas) e 100% das culturas do Oriente Médio.
Dentre elas, exclusivamente 46% dessas culturas usam o gesto uma vez que sinal de afeto romântico. Agora, um novo estudo aponta que o selinho pode ser uma prática generalidade dos primatas, remontando há 21 milhões de anos, muito antes dos humanos modernos, que evoluíram há muro de 200 milénio a 300 milénio anos.
Em um item publicado na revista Evolution and Human Behavior, pesquisadores apontam que humanos não são os únicos primatas que gostam de se beijar – vários macacos, incluindo gorilas, chimpanzés e macacos-rhesus também se beijam. Os autores especulam que o ósculo pode ter sido um comportamento herdado.
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“Seria muito improvável que o ósculo tenha evoluído independentemente em todas essas espécies de macacos com as quais temos parentesco próximo”, disse Matilda Brindle, bióloga evolucionista e coautora do estudo, em entrevista ao Washington Post. “Faz muito mais sentido que seja uma propriedade avoengo dentro da nossa árvore genealógica dos primatas.”
O operação da equipe começou com uma investigação em pesquisas científicas e na internet para encontrar registros de beijos em primatas modernos. Com essas informações, a equipe mapeou uma árvore genealógica de primatas e executou simulações computacionais de vários cenários de evolução para prezar a verosimilhança de diferentes ancestrais se beijarem.
Os resultados sugeriram que o ósculo evoluiu em um avoengo generalidade que viveu há muro de 21,5 a 16,9 milhões de anos. Isso significa que todos os primatas que descendem e descenderam desse avoengo apresentam esse comportamento – e isso inclui todas as espécies mencionadas anteriormente.
Em associação com estudos anteriores que já apontavam que humanos e neandertais compartilhavam a microbiota bucal (por meio da troca de seiva) e material genético (pelo intercepção entre as espécies), os autores apontam, no transmitido, que o descoberto “sugere fortemente que humanos e neandertais se beijavam”.
Uma pergunta ainda fica sem resposta: por que nos beijamos? Pode ser que o ósculo erótico aumente o sucesso reprodutivo, excitando sexualmente os animais ou permitindo que eles avaliem a qualidade de parceiros em potencial. Há quem defenda ainda que o ósculo tenha evoluído dos gestos de limpeza e afeto dos primatas, uma vez que uma forma de fortalecer laços sociais. Você pode ler em detalhes sobre essa teoria cá.
“Esta é a primeira vez que alguém adota uma perspectiva evolutiva ampla para examinar o ósculo”, disse Brindle, no transmitido. “Ao integrar a biologia evolutiva com dados comportamentais, conseguimos fazer inferências fundamentadas sobre características que não fossilizam – uma vez que o ósculo”, disse Stuart West, que também é coautor do estudo.









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