A recente ação do governo de Donald Trump na Venezuela, que incluiu bombardeios em Caracas e a prisão de Nicolás Maduro, revela uma nova interpretação da Doutrina Monroe, segundo a acadêmica e jornalista britânica Grace Livingstone.
Motivo do acontecimento
A Doutrina Monroe, estabelecida em 1823, afirmava que qualquer intervenção de potências europeias no hemisfério ocidental seria considerada uma ameaça pelos EUA. No início do século 20, o presidente Theodore Roosevelt expandiu essa ideia, permitindo intervenções para estabilizar governos na região.
Livingstone chama a nova abordagem de “corolário Trump” ou até mesmo de “Doutrina Donroe”, uma fusão dos nomes Donald e Monroe, destacando que essa estratégia é mais explícita em seus objetivos.
Outros detalhes
Em entrevista à BBC News Brasil, Livingstone afirmou que a nova Doutrina Monroe se afasta da pretensão de promover a democracia, sendo uma defesa dos interesses americanos, especialmente no que diz respeito ao controle de recursos e empresas. Ela criticou a falta de um compromisso com o Estado de Direito nas ações recentes.
Na segunda-feira (5/1), enquanto Maduro comparecia a um tribunal em Nova York, o departamento de Estado dos EUA publicou uma mensagem no X (antigo Twitter) reforçando a ideia de que a segurança do hemisfério é prioridade para Trump.