O governo vai tentar modificar no Senado o projeto de lei Antifacção. A proposta foi aprovada ontem à noite na Câmara, por 370 votos favoráveis a 110 contrários.
No Senado, o relator já escolhido pelo presidente Davi Alcolumbre será o senador Alessandro Vieira, do MDB, que também é relator da CPI do Violação Organizado.
O texto reconhecido na Câmara foi a sexta versão apresentada pelo deputado de oposição Guilherme Derrite, que alterou a proposta do Ministério da Justiça.
A inciativa ganhou força depois da megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio que deixou 121 mortos.
O texto traz penas mais duras para os crimes cometidos por facções e determina a geração de novos instrumentos para combater as organizações criminosas, uma vez que a um banco de dados com a identificação de todos os grupos.
Depois a sessão, em que o Planalto saiu derrotado, o presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que não é função da Lar “carimbar” o texto do governo:
A versão aprovada foi batizada de Novo Marco Lícito de Combate ao Violação Organizado.
A Lei aumenta para até 65 anos as penas para crimes cometidos por integrantes de partido criminosa. Os crimes passam a ser hediondos, sem recta a anistia ou indulto.
O texto ainda cria os bancos de dados estaduais e um banco pátrio de facções criminosas e permite a gravação, com autorização judicial, de conversas de criminosos com visitantes e advogados.
O novo texto permite que a Justiça decrete a perda de bens e recursos do violação organizado ainda durante as investigações, o chamado “perdimento inopinado”.
Mas segundo o governo, o relator Guilherme Derrite criou barreiras para consumição.
O texto também manteve a partilha de recursos apreendidos das organizações criminosas, o que pode reduzir o financiamento da Polícia Federalista para combater o violação organizado.
Durante o dia, o relator se recusou a conversar com representantes do governo.
A ministra da Fala Política, Gleisi Hoffman, acusou Derrite de cometer uma lambança no texto e disse que a proposta vai completar beneficiando as organizações criminosas.
O relator Guilherme Derrite rebateu as críticas da ministra Gleisi Hoffman.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, reafirmou que o texto de Derrite enfraquece a Polícia Federalista.
O relator Guilherme Derrite é secretário licenciado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, indigitado uma vez que provável candidato da oposição à Presidência.
No exposição depois a sessão, o deputado acusou o governo de tentar politizar o tópico, mas fez questão de mencionar o governador Tarcísio e o ex-presidente Jair Bolsonaro.









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