Além da prisão, o capitão Jair Bolsonaro; o almirante Almir Garnier e os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto podem perder as patentes.
Por lei do ministro Alexandre de Moraes, o caso será analisado pelo Superior Tribunal Militar. O processo pode levar à expulsão das Forças Armadas, com a consequente perda de títulos, salários, aposentadorias e benefícios.
O ministro da Resguardo, José Múcio, disse que o processo chefa ao termo sem abalos institucionais.
O ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres, vai passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (16) na Papudinha, onde começou a remunerar a pena de 24 anos de prisão. Ele foi recluso no escritório do legisperito e levado para o Batalhão da Polícia Militar que fica dentro do multíplice da Papuda.
Anderson Torres vai ocupar uma das 8 celas coletivas do batalhão e deve perder o missão de representante da Polícia Federalista.
O único que não foi recluso nessa terça-feira (15) foi o deputado Alexandre Ramagem porque fugiu para os Estados Unidos pouco depois de ser réprobo a 24 anos de prisão. O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Câmara dos Deputados casse o procuração de Ramagem.
Bolsonaro passa nesta quarta (26) por audiência de custódia
O ex-presidente Jair Bolsonaro — Foto: Tânia Rêgo/Sucursal Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro vai passar nesta quarta-feira (26) por audiência de custódia na Superintendência da Polícia Federalista em Brasília. O ex-chefe do Executivo e militares da mais subida patente começaram a satisfazer uma pena inédita na história do Brasil por tentar dar um golpe de Estado.
A audiência do ex-presidente está marcada para as 14h30 e ocorre um dia depois o STF dar por encerrado o processo do núcleo crucial da trama golpista.
Por unanimidade, a Primeira Turma do STF ratificou a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou o termo da possibilidade de recursos e a realização imediata das condenações de todos os réus.
O senador Flávio Bolsonaro, que visitou o pai nesta terça-feira (25) na carceragem da Polícia Federalista, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, referendada por Flávio Dino, Carmem Lúcia e Cristiano Zanin.
Sentenciado a 27 anos de prisão e inelegível até 2060, Bolsonaro vai satisfazer a pena em regime inicialmente fechado numa sala da Polícia Federalista em Brasília. O gerente do Executivo já estava recluso preventivamente no sítio por violar a tornozeleira eletrônica para tentar fugir.
Nessa terça, o ministro atendeu a um pedido da resguardo e autorizou Bolsonaro a receber uma “alimento próprio”, entregue por alguém indicado por ele, enquanto estiver recluso. A comida terá que ser fiscalizada pela Polícia Federalista.
Além de Bolsonaro, que começou a satisfazer a pena de 27 anos de prisão, mais cinco condenados passarão por audiência de custódia nessa quarta.
Sentenciado a 26 anos de prisão, o ex-ministro da Resguardo, o general Walter Braga Netto, será ouvido por videoconferência na Primeira Ramificação do Tropa, no Rio de Janeiro, onde já estava recluso.
Os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira serão ouvidos no Comando Militar do Planalto, em Brasília, para onde foram levados no final da tarde.
Sentenciado a 19 anos de prisão, o general Paulo Sérgio foi recluso em morada e levado ao comando militar. Ele já pediu autorização para receber a visitante da mulher e dos filhos. O Almirante Almir Garnier também foi recluso em morada e vai passar por audiência de custódia na Estação Rádio da Marinha, em Brasília, onde passou a primeira noite de uma reclusão de 24 anos.
O senador Flávio Bolsonaro depois visitante ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na Superintendência da Polícia Federalista, em Brasília — Foto: Evaristo Sa / AFP









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