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Parentes afirmam que vendedor de queijos foi morto em operação no Complexo da Maré

 Kombi que Bruno usava para vender queijos foi alvejada — Foto: Reprodução

Parentes e amigos do vendedor de queijos Bruno Paixão afirmam que ele foi morto durante a operação da Polícia Social no multíplice da Maré, Zona Setentrião do Rio de Janeiro, no final desta manhã.

Inicialmente, a informação das autoridades era que três suspeitos tinham morrido em confronto. Mas, a família de Bruno diz que ele estava trabalhando e não tinha qualquer envolvimento com o tráfico. Depois da denúncia, a Polícia Social passou a declarar que os mortos “estavam sendo identificados” e que realizava diligências para apurar todas as circunstâncias

Vídeos registrados durante a ação policial mostram a Kombi que Bruno usava para vender queijos com marcas de projéctil.

Depois da operação, moradores da Maré fizeram um protesto na Risca Amarela. A mana de Bruno, Renata Paixão, disse à TV Mundo que o corpo dele foi levado pelos agentes.

“Eu só quero o corpo do meu irmão. Desde 11 horas, sumiram o corpo do meu irmão, entendeu? Meu irmão estava indo trabalhar. Até agora, ninguém sabe onde está o corpo do meu irmão. Eu quero justiça sobre isso.”

A operação foi deflagrada pela Polícia Social pra evitar que traficantes da região tentassem invadir uma comunidade dominada por uma partido rival.

Uma rapaz de 12 anos também foi baleada dentro de uma escola. O menino foi guiado para uma unidade básica de saúde, teve a projéctil retirada e, depois, foi transferido pra um hospital. O estado dele era sólido.

Um outro tiro atingiu uma sala de lição da Universidade Federalista do Rio de Janeiro, na Ilhota do Fundão. A projéctil perfurou a parede do segundo marchar do Núcleo de Ciências Matemáticas e da Natureza. Laís Macedo estava em prova quando o troada começou: .

“Um pouco desanimador e eu fico um pouco muito ansiosa, um pouco muito, muito ansiosa porque eu não consigo focar na prova, não consigo focar nos exercícios que eu tô fazendo, fico preocupada de voltar, de quem tá vindo. A gente agora tá recluso cá, o pessoal da manhã, não dá pra voltar.”

Ela também relatou que não é a primeira vez que as aulas são paralisadas por culpa de tiros. Um helicóptero da polícia pousou no campus, o que gerou tumulto entre os estudantes.

Por culpa dos confrontos, a UFRJ cancelou as aulas da tarde e da noite. A Risca Amarela e a Risca Vermelha, vias importantes da cidade, também tiveram diversas interdições ao longo desta terça-feira.

Parentes afirmam que vendedor de queijos foi morto em operação no Complexo da Maré
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