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Tarcísio diz que vai atuar para levar projeto de anistia ao Congresso

 Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo — Foto: Paulo Guereta/Governo do Estado de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que vai atuar para que o projeto de anistia seja pautado e votado no Congresso Pátrio.

A enunciação foi dada poucas horas depois Jair Bolsonaro inaugurar a executar a pena em regime fechado, na Polícia Federalista de Brasília.

Na manhã desta terça-feira (25), o senador Flávio Bolsonaro falou que o pai fez um pedido “direto” aos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, para pautarem a anistia.

Tarcísio já havia se envolvido em negociações semelhantes em setembro, mas recuou depois criticar ministros do Supremo em uma estratégia para “acalmar os ânimos”.

Agora, disse que não está preocupado com o desgaste político que a pronunciação pode originar, mormente em relação às eleições de 2026:

“Eu sempre defendi a anistia e o que eu puder fazer para que a anistia seja aprovada, eu vou fazer. Vou trabalhar para que a anistia seja pautada e para que possa ser aprovada, não estou preocupado com o desgaste. Acho que o presidente nem está com a cabeça nisso, mas tem um grupo de pessoas cá fora que está preocupado com isso.”

Para Tarcísio de Freitas, a tentativa de quebra da tornozeleira eletrônica por secção do ex-presidente foi resultado de um momento de oscilação emocional e estresse, provocado pelas condições de saúde e pelo envolvente de pressão do processo judicial.

O governador afirmou que a medida não fazia sentido, já que Bolsonaro já estava “em cárcere dentro de lar”:

“Qual a urgência de ter uma tornozeleira? Se eu tenho uma escolta e uma vigilância 24 horas por dia lá. Uma pessoa que vem convivendo com soluços intermináveis, perde a qualidade de sono, toma remédios e aí você tem a interação medicamentosa. Uma pessoa que acaba tendo essas oscilações de consciência. Foi um momento de oscilação, um momento de uma pessoa que está fora de si, passando por um momento de extremo estresse. E acabou mexendo na tornozeleira, que não tinha urgência nenhuma. Uma vez que é que ele vai fugir de lar? Não vai fugir.”

Tarcísio confirmou que acionou ministros do Supremo em prol de Bolsonaro, para que a pena do ex-presidente seja cumprida em regime domiciliar por razões de saúde.

O governador citou a idade de Bolsonaro, as complicações decorrentes da facada de 2018 e a urgência de cuidados médicos.

Questionado sobre os efeitos da prisão de Bolsonaro no cenário eleitoral, Tarcísio voltou a expressar que a eleição ainda está distante e reiterou que é candidato à reeleição em São Paulo.

Tarcísio diz que vai atuar para levar projeto de anistia ao Congresso
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