No verão, muitos usuários se sentem seguros em levar seus celulares para perto da água, especialmente com a certificação de resistência à água que muitos aparelhos possuem. No entanto, essa segurança pode ser enganosa.
Como funciona a resistência à água
A certificação de resistência à água é testada em laboratórios, utilizando água doce e em condições controladas. Isso não reflete a realidade de uma piscina cheia de cloro ou do mar com sal e correnteza.
Riscos no mar
A água salgada é corrosiva e pode danificar componentes internos do celular, causando oxidação e comprometendo a vedação do aparelho. Muitas vezes, os danos aparecem dias depois do contato com a água.
Perigos na piscina
Embora os riscos pareçam menores, o cloro e outros produtos químicos podem danificar a vedação. Além disso, brincadeiras e quedas aumentam as chances de infiltração.
Desgaste natural do aparelho
Com o tempo, o celular pode sofrer deformações e arranhões que comprometem sua resistência. Reparos e quedas também aumentam o risco de infiltração.
Garantia e riscos indiretos
A maioria das fabricantes não cobre danos por líquidos na garantia, o que pode resultar em consertos caros. Outros riscos incluem furtos, superaquecimento e falhas na câmera devido a mudanças de temperatura.
Portanto, mesmo com a tecnologia atual, um celular à prova d’água não é sinônimo de segurança total.