Considerada uma doença endêmica no Brasil, a meningite registra casos ao longo de todo o ano, com surtos e epidemias ocasionais. A condição exige atenção especial porque pode evoluir rapidamente e provocar complicações graves quando o diagnóstico não é feito a tempo.
Segundo o Ministério da Saúde indicam que as meningites bacterianas são mais frequentes nos meses de outono e inverno, enquanto as virais aparecem com maior incidência na primavera e no verão. O sexo masculino também concentra maior número de casos da doença.
Em meses mais frios, as pessoas tendem a ficar mais próximas em ambientes fechados, o que facilita a troca de secreções respiratórias e, consequentemente, aumenta a transmissão
— A transmissão acontece principalmente por meio de secreções respiratórias e pelo contato direto entre as pessoas. , alerta Thaís Helena Otto da Silva, professora do Centro Universitário de Pinhais (Fapi) e médica de Saúde da Família.
Os sinais mais comuns da doença incluem febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa e rigidez no pescoço. Náuseas, vômitos, sonolência excessiva, sensibilidade à luz e manchas avermelhadas na pele que não desaparecem ao serem pressionadas também podem estar presentes.
Em bebês e crianças pequenas, os sintomas costumam ser mais sutis. Choro persistente e irritado, recusa para mamar e abaulamento da moleira estão entre os principais sinais de alerta.
Por se tratar de uma doença que pode evoluir de forma acelerada, o diagnóstico precoce é determinante para evitar sequelas. A meningite bacteriana é considerada uma emergência médica e pode causar surdez, convulsões, danos neurológicos permanentes e até levar à morte.
O diagnóstico rápido e o início precoce do antibiótico fazem toda a diferença no desfecho do paciente
— reforça Felipe.
As vacinas disponíveis no calendário nacional protegem contra diferentes agentes causadores da doença, como meningococo, pneumococo e Haemophilus influenzae. Além da imunização, especialistas recomendam medidas simples no dia a dia, como não compartilhar copos e talheres, lavar as mãos com frequência, cobrir a boca e o nariz ao tossir e manter os ambientes bem ventilados.
Quando há um caso confirmado, pessoas que tiveram contato próximo podem precisar de antibiótico preventivo, sempre indicado pelo médico. Informação e prevenção salvam vidas. A meningite é grave, mas pode ser evitada com atitudes simples e com a vacinação em dia
— conclui Felipe.
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