Publicidade
Capa / Você Viu

Quem é o ministro interino da Justiça que assumiu após Lewandowski

Com a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), quem assumiu o cargo inteirinamente foi o secretário executivo da pas...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/01/2026 às 18:00 · Atualizado há 15 horas
Quem é o ministro interino da Justiça que assumiu após Lewandowski
Foto: Reprodução / Arquivo

Com a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), quem assumiu o cargo inteirinamente foi o secretário executivo da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto. A nomeação foi publicada nessa sexta-feira (9/1) no Diário Oficial da União.

Almeida Neto, considerado o número 2 de Lewandowski enquanto esteve à frente do ministério, vai ocupar a função até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolher um novo nome para assumir o órgão.

O agora ministro interino chegou ao MJSP em fevereiro de 2024, com a nomeação de Lewandowski. Ele chegou a ser cotado para ocupar a vaga deixada pelo próprio Lewandowski no Supremo Tribunal Federal (STF), e foi defendido pelo ministro. Lula, porém, indicou Cristiano Zanin.

O jurista baiano tem mais de 20 anos de experiência no meio jurídico e já foi secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2014, teve o nome aprovado para ocupar o cargo de secretário-geral do STF. Ele atuou no gabinete de Lewandowski durante o julgamento do mensalão.

Almeida Neto também exerceu por oito anos o cargo de diretor jurídico da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

O jurista baiano é doutor e pós-doutor em direito constitucional pela Universidade de São Paulo (USP), onde foi professor entre 2012 e 2020. Iniciou a carreira acadêmica na Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus, na Bahia, e fez mestrado na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Lula ainda não sinalizou quem será o escolhido para assumir a pasta da Justiça, mas nomes são ventilados nos bastidores e aliados já se movimentam para emplacar seus favoritos.

Um dos cotados é Wellington César Lima e Silva. O jurista atuou como secretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil no início do governo Lula 3. Fontes avaliam, porém, que o nome do ex-SAJ não tem o perfil combativo que o governo procura para as eleições, o que pode dificultar a gestão e a campanha do petista sobre o assunto.

Neste cenário, quem poderia assumir a Justiça é o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que é visto com bons olhos no reduto petista, principalmente pela atuação no caso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses pelo STF por tentativa de golpe de Estado.

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho, também é citado entre as opções. Nos olhos do governo, o CGU teve bom desempenho durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Receba notícias de Brasil no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp.

Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias no Telegram.

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade