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Nas redes, um bolsonarismo atônito se agarra ao discurso de perseguição

O incidente foi marcado por uma avalanche de novas informações que partiam de atores envolvidos com a operação. Novos relatos, novas informações sobre conteúdos apreendidos e revelações sobre o curso das investigações alimentam o campo antibolsonarista – que consegue atrair atores não-polarizados para o debate – e mantém o ajuntamento bolsonarista em modo reativo, sem tempo hábil para se posicionar acerca das novas informações. No universal, o volume de publicações oriundas de atores não-polarizados e antibolsonaristas representou 67% das ocorrências, enquanto bolsonaristas representaram 29%. 

Celebração e satisfação com a Notícia, humor e sarcasmo, críticas à Bolsonaro, suporte à justiça e referências ao carnaval e a comemoração antecipada são abordagens predominantes no período. Essa abordagem reflete também o engajamento de atores não-polarizados: os quatro conteúdos com maior buzz no X (Twitter) nas primeiras 24h posteriormente a operação partem de atores ligados a levante cluster. Já o campo antibolsonarista adota uma abordagem mais combativa, seja ao bolsonarismo, seja contra as Forças Armadas. Por sua vez, o bolsonarismo atônito mantém o oração sobre “perseguição”, correlacionado as operações a supostos eventos “catárticos” do bolsonarismo (ex: “super live” e agenda em São Sebastião).

No Google-BR, Bolsonaro foi o 4º termo mais buscado nas últimas 24h. Expressões uma vez que FILIPE MARTINS, MINUTA, PASSAPORTE, OPERAÇÃO PF, GOLPE DE ESTADO, VALDEMAR e BRAGA NETTO estão entre as pesquisas relacionadas.

 

MORAES E O PAPEL DE ATOR ANTIBOLSONARISTA

No intenso debate político que, posteriormente meses, voltou a engajar atores não-polarizados, os destaques estão principalmente no papel de protagonista de Moraes no ajuntamento antibolsonarista e na inércia do bolsonarismo perante a enxurrada de novas informações oriundas das investigações. O cenário é logo marcado por um envolvente onde prensa, não-polarizados e antibolsonaristas pautam um debate à revelia do bolsonarismo nas redes sociais.

O cenário reforça a hipótese de que o antibolsonarismo – e não o cluster governista – eleva ainda mais o ministro Moraes ao papel de carrasco do bolsonarismo. Memes e piadas envolvendo a operação reforçam o processo de enaltecimento do ministro partindo deste perfil de usuário – em detrimento de perfis ligados ao PT e/ou ao governo federalista.

Nas redes, um bolsonarismo atônito se agarra ao discurso de perseguição
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